Ver com o coração e não apenas com os olhos

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Dia Nacional do Sistema Braille ressalta a preocupação com os desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 17,3 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no Brasil. Ou seja, 8,4% da população nacional acima de 2 anos. O 8 de abril, Dia Nacional do Sistema Braille, vem para ressaltar justamente os desafios enfrentados por esse público. 

“Quase metade dessa parcela (49,4%) é de idosos. Isso nos mostra que a sociedade precisa envidar mais e mais esforços para promover o acolhimento e a inclusão desses cidadãos”, destaca a fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, Renata D’Aguiar. “Temos de ir além. Dar oportunidades, promover a socialização e oferecer mecanismos para isso”, completa.

Durante esta sexta-feira (8), Renata participou de solenidade voltada para o público com deficiência visual, na Administração de Taguatinga. 

Entre os participantes estava Charles Jatobá, representante do Instituto Blind Brasil, responsável pela promoção da autonomia de pessoas cegas. Na solenidade, o Instituto Reciclando o Futuro foi reconhecido como um apoiador da causa.

“Lutar pela causa de pessoas com deficiência é brigar por toda a população”, defende Jatobá, que perdeu parte da visão aos 2 anos, quando teve sarampo. Aos 21, ficou cego em decorrência de um glaucoma.

Dia Nacional do Sistema Braile


O Dia Nacional do Sistema Braille, celebrado em 8 de abril, ressalta o nascimento de José Alvares de Azevedo, primeiro professor cego do Brasil e responsável por ensinar e divulgar o sistema de leitura e escrita usado por pessoas que têm deficiência visual no país.

O sistema braile foi criado em 1825 e trazido para América Latina em 1850. A ferramenta permitiu abrir as portas do conhecimento e da cultura para as pessoas com deficiência visual, em quase 200 anos desde sua criação.

“É preciso garantir recursos necessários para que essas pessoas consigam estar inseridas na comunicação do cotidiano”, enfatiza Renata D’Aguiar. “E eu estou falando de inclusão na escola, na vida social e na vida profissional”, finaliza.