Horta comunitária une responsabilidade ambiental e acessibilidade

Horta comunitária une responsabilidade ambiental e acessibilidade

Pessoas com deficiência terão a oportunidade de cultivar verduras em um espaço 100% adaptado

Telva Lima, de 54 anos, sempre foi engajada em projetos voltados a pessoas que, assim como ela, têm alguma deficiência. A moradora de Ceilândia Norte compareceu na manhã deste sábado (4) à horta comunitária que passou a funcionar na EQS 102/103 Sul, do Plano Piloto.

O espaço conta com acessibilidade. Assim, qualquer pessoa, independentemente do tipo de limitação, terá a oportunidade de cultivar legumes e verduras.

"É uma forma de terapia, onde a pessoa pode trabalhar a cabeça", acredita Telva. "Às vezes, até para uma criança com deficiência poder participar", complementa.

Voluntária no Instituto Reciclando o Futuro, onde ocorre a atividade, a responsável pela nova horta é a educadora ambiental Simone Vaz Holanda. Segundo ela, o espaço é aberto para a comunidade "interagir e ter práticas agrícolas em um ambiente urbano, tendo vivência com escolas para oficinas educativas sobre agroecologia". “Esperamos que essa ideia de horta urbana com acessibilidade se espalhe pelo DF", comenta.

Ativista social, a idealizadora do instituto, Renata d’Aguiar aborda o se inspira no lema "Nada sobre nós sem nós".  Nosso objetivo é fazer um projeto social cada dia mais inclusivo", enfatiza a gestora, que reitera: "É isso que eu desejo para o Distrito Federal: mais inclusão."

Charles Jatobá, presidente do Instituto Blind Brasil, associação para pessoas com deficiência visual. Para ele, esse projeto promove a inclusão que a pessoa com deficiência tanto precisa na sociedade. "Porque aproxima a gente daquilo que todo o ser humano quer, que é plantar, produzir e colher o fruto do seu trabalho. Isso, para a inclusão, é imprescindível", finaliza.

Como funcionará?
A expectativa do Reciclando o Futuro é atender mais de mil pessoas por trimestre, com rotatividade de voluntariado para rega e manutenção do plantio.

"Não iremos cobrar nada será uma troca. A pessoa trás sementes, saquinhos e adubo e nossa horta urbana com acessibilidade atenderá a todos que queiram interagir com a natureza", explica Simone Vaz Holanda.

Os alunos aprenderão sobre técnicas agrícolas, produção de mudas em recipiente recicláveis, germinação de sementes do cerrado e como cuidar de uma horta urbana. Cada aula terá duração de uma hora. 

Para se inscrever, o candidato deve procurar a sede do Reciclando o Futuro participar como voluntário na na EQS 102/103 Sul.